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COSTA RICA: Tentando salvar uma floresta
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SAN JOSÉ.- Uma campanha internacional busca criar um fundo para salvar a última floresta tropical úmida da costa da Mesoamérica, na costa do Pacífico, situado na Costa Rica e com grande biodiversidade.
A iniciativa é impulsionada pela Área de Conservação de Osa (Acosa), do Ministério do Meio Ambiente e Energia, encarregado das regiões silvestres da Península de Osa, entre as quais se destaca o Parque Nacional Corcovado, criado em 1975.
Essas regiões são ameaçadas pela fragmentação da floresta e caça de espécies em risco de extinção, como o jaguar.
O fundo seria usado para melhorar a proteção, pagar dívidas por terras do Parque Nacional Piedras Blancas, que se liga com o Corcovado através de um corredor biológico, e apoiar mecanismos de conservação em mãos de particulares.
“O desafio é que não desapareça nenhuma espécie. Um parque bem cuidado é uma garantia para as comunidades, pois aprendem a aproveitar os recursos de forma sustentável”, disse ao Terramérica o diretor da Acosa, Álvaro Ugalde.
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COSTA RICA: Tentando salvar uma floresta
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SAN JOSÉ.- Uma campanha internacional busca criar um fundo para salvar a última floresta tropical úmida da costa da Mesoamérica, na costa do Pacífico, situado na Costa Rica e com grande biodiversidade.
A iniciativa é impulsionada pela Área de Conservação de Osa (Acosa), do Ministério do Meio Ambiente e Energia, encarregado das regiões silvestres da Península de Osa, entre as quais se destaca o Parque Nacional Corcovado, criado em 1975.
Essas regiões são ameaçadas pela fragmentação da floresta e caça de espécies em risco de extinção, como o jaguar.
O fundo seria usado para melhorar a proteção, pagar dívidas por terras do Parque Nacional Piedras Blancas, que se liga com o Corcovado através de um corredor biológico, e apoiar mecanismos de conservação em mãos de particulares.
“O desafio é que não desapareça nenhuma espécie. Um parque bem cuidado é uma garantia para as comunidades, pois aprendem a aproveitar os recursos de forma sustentável”, disse ao Terramérica o diretor da Acosa, Álvaro Ugalde.
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GUATEMALA: Rejeitadas estradas em sítios maias
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GUATEMALA.- Dirigentes comunitários da Guatemala pedem ao governo que anule um projeto rodoviário que é parte do Plano Puebla Panamá (PPP), impulsionado pelo México, porque destruirá lugares maias sagrados, no Departamento de El Petén.
O acordo implica “construir estradas em áreas protegidas da biosfera maia, a ampliação do Parque Nacional El Mirador e sua posterior privatização”, disse ao Terramérica o dirigente comunitário Humersindo Martinez
“Muitas comunidades lutam pela conservação do meio ambiente, mas se forem construídas as estradas previstas no plano turístico do Mundo Maia pelo PPP os povos serão despojados de sua forma de subsistência e o futuro de seus filhos”, afirmou.
“Vamos lutar contra o governo até que revogue a autorização. Não queremos mais destruição e morte”, disse Martinez, dirigente da Aliança pela Vida e Paz de Petén.
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HONDURAS: Gente de paz em perigo
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TEGUCIGALPA.- Cerca de 1,2 mil sobreviventes da etnia tawahka (cujo nome significa “terras de homens de paz”) trabalham há oito meses em um programa de conservação da reserva que habitam, a nordeste de Honduras.
Com 2,33 mil quilômetros quadrados e cerca de 30 espécies animais e vegetais em risco de extinção, a reserva Tawahka está ameaçada pelo avanço indiscriminado da fronteira agrícola e pecuária.
Os indígenas “mudaram sua forma de agir”, disse ao Terramérica o técnico Donaldo Flores, da ong Instituto para a Cooperação e o Autodesenvolvimento, que financia o projeto de conservação.
“Os tawahka cultivam viveiros e plantam árvores. Estão transformando a prática da pecuária extensiva em intensiva, onde em pouco terreno se cria muito gado através de melhoria da pastagem”, disse Flores.
A riqueza ambiental da reserva inclui numerosas plantas medicinais em risco de extinção.
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CUBA: Resgate de tartarugas
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HAVANA.- Um projeto realizado por 300 estudantes universitários de Cuba busca proteger as tartarugas marinhas da ação predadora do homem, na província de Pinar del Rio, a oeste da ilha.
O programa, apoiado por instituições científicas e relacionadas com a pesca, acontece no Parque Nacional Península de Guanahacabibes desse território, distante 176 quilômetros de Havana.
Os jovens estudam a atividade dos quelônios e realizam atividades para incentivar o amor à natureza entre crianças de sete comunidades vizinhas às áreas onde esses animais fazem sus ninhos. A tartaruga verde (Chelonia mydas) é a que mais abunda na região, onde também são vistas a de pente (Eretmochelys imbricata), a de couro (Dermochelys coriacea) e a cabeçuda (Caretta caretta).
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BRASIL: Aumenta a reciclagem de embalagens plásticas
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RIO DE JANEIRO.- A quantidade de toneladas de plástico PET (polietileno tereftalato) recicladas no Brasil, utilizado em embalagens, aumentou oito vezes desde 1994, segundo a Associação da Indústria de Plástico.
No ano passado, essa reciclagem aumentou 18% e chegou a 105 mil toneladas, ou seja, 35% do total usado para embalagens, e em anos anteriores o crescimento havia superado os 30%.
As empresas recicladoras não só evitam a poluição causada por um material cuja degradação demora várias décadas como, também, dão emprego a dois mil trabalhadores e remuneram pelo menos dez mil catadores. Com o PET reciclado são feitas cerdas de escovas, fibras para tecidos, resina para tintas e numerosos produtos de escritório. Seu uso para embalar alimentos é proibido.
A reciclagem deste plástico somou-se à de latas de alumínio, papéis e vidros como fonte de renda para cerca de 500 mil brasileiros pobres, catadores de lixo nas ruas e nos lixões.
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VENEZUELA: Proteção à águia harpia
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CARACAS.- A organização não-governamental venezuelana Provita lançará uma campanha para que a água harpia (Harpia harpija) seja declarada ave regional do Estado de Bolívar, no sudeste do país, para contribuir para seu estudo e preservação, disse ao Terramérica o responsável pelo projeto, Oscar Briceño.
Trata-se de “uma ave monumental, que pode pesar até nove quilos, alimenta-se de macacos e preguiças, vivendo nas grandes florestas, do México até a Argentina, mas que está ameaçada pelo desmatamento de seu hábitat”, explicou Clemência Rodner, do capítulo venezuelano da sociedade conservacionista Audubon.
Existem populações em florestas da costa caribenha venezuelana, do sul e sudeste do país, mas as maiores estão em Bolívar.
A Provita lançou campanhas semelhantes no passado para proteger o urso andino no Estado de Mérida e a matraca da ilha Margarida, no Caribe.
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CHILE: Reorganização do transporte
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SANTIAGO.- O governo do Chile iniciará em janeiro licitação de novas linhas de ônibus na capital, como parte do Plano Transantiago, que busca criar um sistema de transporte público “sustentável ambiental, econômica e socialmente”.
Santiago é uma das cidades mais poluídas da América Latina, e uma das causas é um transporte caótico de passageiros, com excesso de veículos e deficiente planejamento de rotas.
O Plano Transantiago reduzirá em “cerca de mil ônibus o número de coletivos de Santiago, 50% das linhas que hoje circulam pela capital e mais de 50% dos quilômetros percorridos pelos ônibus”, assegurou o ministro de Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações, Javier Etcheverry.
Também “permitirá cumprir as metas de despoluição que contempla uma redução de 40% das emissões de carbono e de 75% do material particulado”, previu Etcheverry.
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ITÁLIA: Maus-tratos de animais em debate
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ROMA.- Um projeto de lei que pune com três anos de prisão quem cometer maus-tratos contra animais coloca frente a frente, na Itália, grupos ambientalistas e a Igreja Católica, que considera a legislação proposta exagerada, “pois equipara os animais às pessoas”.
Cerca de 200 mil gatos e perto de 150 mil cachorros são abandonados à sua sorte nesse país europeu. Estima-se que 80% morrem por maus-tratos ou acabam em mãos da máfia que os usa em rinhas clandestinas.
“Do ponto de vista jurídico todos temos direitos, inclusive os animais. A Igreja está fora da história e desconhece normas que vigoram há 50 anos na Europa”, disse ao Terramérica Gianluca Felicete, da Liga Antidissecação de Animais na Itália.
A revista jesuíta Civiltá Católica criticou os proprietários de animais domésticos que gastam “verdadeiras fortunas” com seus mascotes “quando esse dinheiro poderia ser dedicado a fins mais importantes e necessários, como a fome no terceiro mundo”.
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