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GUATEMALA: Mudança de anzóis para salvar tartarugas
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GUATEMALA.- O Ministério da Agricultura da Guatemala (Maga) iniciou uma campanha para convencer os pescadores de peixe dourado e tubarão a mudarem os anzóis que utilizam, para evitar a captura acidental de tartarugas marinhas, em risco de extinção.
“O objetivo é que cerca de três mil pescadores usem outro tipo de anzol”, disse ao Terramérica Fraterno Díaz, coordenador da Unidade de Manejo da Pesca e Aqüicultura do Maga.
“Isto nos permitirá reforçar e preservar as sete espécies destes animais que foram detectadas no Pacífico e no Atlântico”, acrescentou.
O mexicano Martín Hall, especialista da Comissão Internacional do Atum, explicou ao Terramérica que se continuar a tendência de mortalidade de tartarugas marinhas, provocada pelo uso de anzóis, em 30 anos pelo menos duas espécies terão sido extintas.
Existem na Guatemala aproximadamente 38 refúgios para esta espécie, de onde se conseguiu liberar de 100.180 exemplares.
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ARGENTINA: Bactéria produz plástico biodegradável
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BUENOS AIRES.- Pesquisadores argentinos anunciaram, no dia 20 de agosto, que está disponível para uso industrial um processo para produzir plástico rapidamente biodegradável ao ser enterrado, através da bactéria Azotobacter chroococcum.
Os descobridores desse processo, cientistas da Área de Agroalimentos da Faculdade de Agronomia da Universidade de Buenos Aires (UBA), há dez anos procuravam um substituto do plástico que não contaminasse o solo ao ser descartado.
Assim, descobriram que o microorganismo mencionado acumula uma reserva de poliéster (até 80% de seu peso em apenas quatro dias), como reação diante da falta de oxigênio ou nitrogênio, por exemplo, quando está debaixo da terra.
A diretora da equipe da UBA, Silvia Miyazaki, explicou ao Terramérica que o material extraído da bactéria se purifica quando esquentado para ser transformado em plástico, inerte em contato com o ar, mas biodegradável um mês depois de enterrado.
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COLÔMBIA: Água e saneamento para indígenas
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BOGOTÁ.- O governo colombiano colocará em marcha a segunda fase do projeto “Melhoramento das Condições Ambientais nas Comunidades Indígenas”, que beneficiará cerca de cem famílias da etnia amazônica ticuna.
Esse projeto, apoiado pela agência alemã de cooperação GTZ, Organização Panamericana da Saúde e Organização Mundial da Saúde, tem custo de US$ 90 mil.
A vice-ministra de Meio Ambiente colombiana, Carmen Arévalo, disse ao Terramérica que as principais metas da segunda fase, até meados de 2005, são resolver a disposição de fossas e esgoto doméstico, construir poços com bombas manuais para a comunidade e implementar um modelo educativo para a melhoria das condições sanitárias domiciliares.
Na primeira fase, entre 1999 e 2003, foram beneficiadas 250 famílias de três comunidades das etnias wayuú e waunaan.
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PERU: Mineração limpa através de microorganismos
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LIMA.- A contaminação de rios provocada por mineradoras, um dos mais graves problemas ambientais do Peru, será combatida com microorganismos, segundo projeto desenvolvido pelo Instituto Peruano de Energia Nuclear (Ipen).
“Treinaremos biólogos, químicos e engenheiros de mineração para que as mineradoras apliquem programas de biomineração e biorremediação”, disse ao Terramérica Modesto Montoya, chefe do Ipen.
A biomineração consiste em provocar um processo de lixiviação bacteriana que absorve elementos mesclados com os minerais, libera o cobre e melhora a recuperação do ouro.
A biorremediação é a purificação da água de rios vizinhos às minas através de bactérias, algas e fungos.
O projeto foi apresentado à comunidade mineira peruana no Encontro Científico Internacional 2004, organizado pelo Ipen, que aconteceu em agosto, em Lima, e reuniu 500 especialistas.
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