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BRASIL: Guerra às espécies invasoras

RIO DE JANEIRO.- Das 204 espécies exóticas terrestres registradas até agora no Brasil, 130 se tornaram invasoras, se espalhando rapidamente ao não encontrarem predadores naturais e destruindo a biodiversidade.
O diagnóstico foi apresentado pelo brasileiro Instituto Horus e pela internacional The Nature Conservancy no primeiro Simpósio Brasileiro de Espécies Exóticas Invasoras, que entre 4 e 7 deste mês reuniu 500 especialistas em Brasília.
O mexilhão dourado, de origem asiática, que já invadiu várias bacias hidrográficas, o caramujo gigante e um capim trazidos da áfrica, uma lebre européia, o javali e os pinhos são alguns dos invasores que mais danos provocam no meio ambiente e na agricultura no Brasil.
O simpósio contribuirá para um programa nacional de combate a essas pragas, informou Paulo Kageyama, diretor de Conservação de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente.

 
 

CHILE: Semáforos inteligentes

SANTIAGO.- Quatro estudantes de Informática da Universidade Técnica Federico Santa María de Valparaíso (120 quilômetros a oeste de Santiago) desenvolveram no Chile o programa Smart Traffic (Tráfego inteligente), que modernizará os sistemas de coordenação dos semáforos nas ruas da cidade.
Isto “constitui uma grande inovação, que permitirá racionalizar o uso das ruas e diminuirá a contaminação ambiental e as emissões de gases causadores do efeito estufa”, disse ao Terramérica Roberto Figueroa, especialista em planejamento de trânsito urbano.
O programa utilizará câmeras de vídeo para análise constante dos fluxos de veículos e ordenará, se for o caso, mudanças imediatas na operação dos semáforos para evitar engarrafamentos, explicaram Andréa Guzmán, Eduardo Solís, Miguel Brintrup e Victor Pena y Lillo, seus autores.

 
 

VENEZUELA: Protesto contra a exportação de sucata

CARACAS.- Centenas de trabalhadores de empresas de reciclagem protestaram, no dia 3 de outubro, diante do parlamento da Venezuela, contra um decreto governamental que proibiu a exportação de sucata ferrosa e não-ferrosa.
Isto “afeta mais de mil pequenas empresas que empregam 16 mil pessoas”, disse ao Terramérica Jorge Morales, porta-voz da associação que as agrupa, a Remefynof.
Outras 700 mil pessoas, sobretudo catadores de metal, obtêm sustento indiretamente a partir desta atividade, segundo a Remefynof.
A medida do governo, em vigor desde 13 de setembro, “além de prejudicar economicamente o setor da reciclagem, é nociva ao meio ambiente, porque aumenta consideravelmente o lixo nas ruas”, lamentou Remefynof.
Em 2002, eram geradas na Venezuela 18,6 mil toneladas diárias de resíduos, dos quais apenas 20% eram aproveitados, segundo a organização não-governamental Vitalis.

 
 

CUBA: Reinvestindo em patrimônio sustentável

HAVANA.- Declarado Patrimônio da Humanidade em 1982, o centro histórico de Havana gerou lucro em 10 anos a partir do turismo, do setor terciário e da cobrança de impostos no valor de US$ 160 milhões, a maior parte dos quais reinvestida em sua própria conservação.
Quarenta e cinco por cento da renda são destinados a obras produtivas e imobiliárias, 30% a programas sociais e o restante vai para a reserva do Estado ou obras de conservação em outras zonas.
O modelo de desenvolvimento sustentável de Havana Velha parte de “contemplar a população que a habita”, disse ao Terramérica Patrícia Rodríguez, diretora do Plano-diretor do Escritório do Historiador da Cidade de Havana.
“Hoje temos um terço da área conservada ou em dinâmico processo de recuperação”, afirmou.

 
 

HONDURAS: Misquitos questionam projeto do Banco Mundial

TEGUCIGALPA.- A população misquita de Honduras e Nicarágua mostrou suas reservas diante do projeto “Coração Biológico Mesoamericano” do Banco Mundial, por considerar que é excludente e atenta contra a preservação de sua etnia.
O projeto tenta preservar os sistemas nacionais de áreas protegidas do corredor que, com 3,4 milhões de hectares, contém os mais representativos habitat e ecossistemas da região centro-americana. Terá um custo de US$ 12 milhões e duração de seis anos, a partir de 2006.
Edigardo Benítez, líder misquito hondurenho, disse ao Terramérica que a Coordenadora Binacional Muihka (irmão, em língua misquita) vê com receio o plano porque “não estão considerando preservar também o patrimônio humano e cultural, que somos nós”.
Estas terras “são nossas e devem ser legalizadas”, acrescentou, esclarecendo, entretanto, que eles não se opõem à preservação das reservas ecológicas, mas que “deve haver uma participação ativa e não-excludente” de sua comunidade.

 
 

BRASIL: Reciclagem de ar-condicionado de veículos

SÃO PAULO.- O governo brasileiro entregará, até o final do ano, a maior parte das 335 máquinas para reciclagem dos gases de dispositivos de ar-condicionado instalados em automóveis, caminhões e outros veículos.
O gás será recolhido, reciclado pelas máquinas e reinjetado, em poucos minutos, nos próprios aparelhos. Esse trabalho é parte do Programa Brasileiro de Eliminação de Clorofluorcarbonos (CFC), gases que destróem a camada de ozônio.
“As primeiras máquinas foram entregues em setembro, em São Paulo, Estado onde o consumo é maior”, disse ao Terramérica Márcio Marques Perrut, diretor da Unidade de Ozônio do Ministério do Meio Ambiente, ressaltando que o trabalho é desenvolvido junto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
Desde que foi eliminada a produção de CFC no Brasil, em 1999, a fabricação e uso desses gases diminuíram 82,8%.



* Fonte: Inter Press Service.

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