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GUATEMALA: Incentivo à pesca artesanal
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Camarões. Crédito: Cláudio Contreras. |
GUATEMALA.- Quinze mil pescadores artesanais no litoral do Pacífico e do Atlântico da Guatemala serão beneficiados com um projeto para “incentivar e abastecer o mercado nacional”, explicou Erick Villagrán, coordenador da estatal Unidade de Pesca e Aqüicultura (Unipesca).
“A meta é construir seis centros de armazenamento nas zonas de maior produção de peixes e crustáceos. O primeiro armazém está para ser concluído na área de Tilapa”, no departamento de San Marcos, acrescentou.
Também se buscará incentivar a produção de tilápia e camarão, da qual, segundo Villagrán, 90% do que é comercializado no país é cultivado e 10% pescados.
A iniciativa conta com o apoio da Agência Espanhola de Cooperação e da Prefeitura da Guatemala.
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ARGENTINA: Buenos Aires aposta na reciclagem
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BUENOS AIRES.- Buenos Aires Recicla é o novo programa ambiental criado pelo governo da cidade de Buenos Aires para processar uma quantidade cada vez maior de lixo.
Com este objetivo começará a funcionar em março a primeira usina de classificação de lixo, localizada no bairro de Flores e gerenciada por uma cooperativa de catadores de lixo.
“Estamos muito contentes, há mais de dois anos que trabalhamos por isto”, disse ao Terramérica o responsável pela Cooperativa Ecológica de Reciclagem do Baixo Flores, Francisco Monzón.
Os mais de 40 integrantes do projeto reciclarão cerca de dez toneladas diárias de lixo, até chegar a 120, a capacidade máxima do estabelecimento.
“Somos a primeira cooperativa com uma usina de envergadura. É uma oportunidade para demonstrar que os catadores podem se organizar”, acrescentou Monzón.
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HONDURAS: Ecologistas querem lei florestal
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TEGUCIGALPA.- Organizações da sociedade civil reunidas na Coalizão pela Justiça Ambiental pediram ao presidente de Honduras, Manuel Zelaya Rosales, que aprove urgentemente uma lei florestal, congelada nos arquivos do Congresso Nacional há quatro anos.
Efraín Díaz, da Fundação Democracia Sem Fronteiras, que coordena a Coalizão, afirmou que a lei não foi aprovada por causa da oposição de grupos ligados ao setor madeireiro que moveram suas peças no Congresso.
Díaz disse ao Terramérica que vê com bons olhos a iniciativa estatal de destinar 1% do orçamento anual da nação para o reflorestamento, mas que isto “não será efetivo se não houver um instrumento legal transparente e com credibilidade”.
A lei regula o uso da floresta e cria o cultivo de floresta comunitário, figura que dá uma ampla participação aos povos na preservação dos recursos naturais.
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CHILE: Jaulas de cobre para criar salmão
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SANTIAGO.- A estatal Corporação do Cobre (Codelco) do Chile acertou com o Instituto Tecnológico do Salmão a fabricação de jaulas para criação destes peixes com uma liga especial de cobre, mais resistente à contaminação do que as tradicionais, de fibra sintética e aço galvanizado.
Com investimento de US$ 20 milhões, estarão prontas em março cinco unidades em igual número de empresas no sul do Chile, maior produtor mundial de cobre e segundo de salmão.
As novas jaulas são 40% mais caras do que as convencionais, mas graças a elas será possível reduzir entre 30% e 40% as perdas da salmonicultura pelo chamado “fouling” (contaminação por acúmulo de algas, crustáceos e bactérias), disse ao Terramérica Victor Pérez, diretor de Mercado da Codelco e presidente do ProCobre-Chile, entidade que promove a diversificação de usos para esse metal.
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VENEZUELA: Exposição de fotos no metrô
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CARACAS.- A exposição fotográfica Venezuela Megadiversa pode ser vista nas paredes da central estação Bellas Artes, do metrô de Caracas.
Inclui imagens das selvas de Guayana, as flores dos Andes tropicais, as praias de areia fina do Caribe e, também, paisagens do Brasil, Congo, Bolívia e China.
A mostra é organizada pela ong Conservação Internacional e pela fábrica de cimento mexicana Cemex.
“Buscamos colocar diante do maior número possível de moradores de Caracas – meio milhão passa diariamente pela estação – informação sobre a importância de preservar espécies animais e vegetais”, disse ao Terramérica Franklin Rojas, um dos diretores da organização.
Destacam-se zonas que concentram grande quantidade de espécies ameaçadas dos Andes tropicais e das áreas silvestres, entre as quais se destaca a Amazônia venezuelana, porque mais de 70% de sua superfície possui ecossistemas originais.
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BRASIL: Aprovado plano de gestão hídrica
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RIO DE JANEIRO.- O Brasil é, desde o início de fevereiro, o primeiro país latino-americano a ter aprovado seu Plano Nacional de Recursos Hídricos para uso sustentável da água, que apresentará no IV Fórum Mundial da Água, entre 16 e 22 de março, no México.
Por sua elaboração participativa, é um grande avanço rumo à “gestão democrática dos recursos naturais”, disse ao Terramérica Gustavo Cherubine, representante do Fórum de Organizações Não-Governamentais e Movimentos Sociais nas discussões que envolveram mais de sete mil interessados.
O plano contém políticas que são desenvolvidas há anos, com uma “visão de ecossistemas como geradores de água”, acrescentou.
Entretanto, sua aplicação será complexa, pois o Brasil tem uma má distribuição territorial de suas águas, enormes desperdícios, contaminações e conflitos políticos e jurídicos que dificultam soluções, segundo Rui Vieira da Silva, presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos.
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CUBA: Camponeses usam energia do Sol
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HAVANA.- Mais de 40 famílias camponesas do Vale de Viñales, na província cubana de Pinar del Rio, iluminam suas casas utilizando painéis solares, desde o final de janeiro.
“Era a melhor alternativa. As casas estão muito separadas e os postes da rede nacional de eletricidade são incompatíveis com a paisagem local”, disse ao Terramérica Alberto Pérez, funcionário de Informação da Organização das Nações Unidas em Cuba.
Prevê-se que este tipo de eletrificação beneficie também outras 118 casas em Viñales, de aproximadamente dez mil habitantes e uma das 36 áreas protegidas de Pinar Del Rio, distante 157 quilômetros de Havana.
O programa é patrocinado pela empresa energética francesa Total, pelo Fundo Francês para o Meio Ambiente Mundial, pelo governo de Cuba e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, disse Pérez.
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